Na última aula discutimos sobre o cinema interativo. Fuçando um pouco a internet, achei um texto muito legal sobre esse assunto, que colocarei na íntegra, abaixo. O texto é de Cícero Inácio da Silva (será ele irmão do nosso querido presidente? fica a dúvida).
As imagens em movimento ganharam, assim como quase todas as áreas que tratam da imagem, novas formas de expressão e de reconhecimento. Antecedentes de movimentos como esses já foram experimentados e hoje fazem parte do cotidiano: as ferramentas conhecidas como câmeras, lentes e películas são diferentes e mais avançadas em relação às primeiras máquinas de captura de imagem. Quando se criaram as formas de filmar que permitiram a captação de luz com mais intensidade, ou que filmavam planos mais profundos e com mais visibilidade, a imagem daquilo que conhecíamos como mundo se alterou profundamente. A visibilidade que passamos a experimentar com as técnicas que surgiram e que operaram durante longo tempo como novidade, trouxe experiências de cunho radical não só no âmbito da visualização, mas também no âmbito sonoro. Com o passar dos anos, e com o aperfeiçoamento das técnicas de projeção e de captação de imagens, o cinema, aquele que ainda causa uma certa inveja aos programadores de computador que trabalham com imagens, conseguiu fazer com que surgisse uma discussão em torno dessa técnica como arte. Não foi um caminho fácil, e, até hoje, o cinema ainda reflete sobre questões de cunho sociológico, psicológico e econômico de maneira muito forte e com sérias implicações. Nesse contexto, o conceito de Hipercinematividade vem se instalar como procedimento de análise e também reflexão estética sobre os parâmetros do cinema em conjunção com as novas tecnologias. A seleção de filmes que utilizam as ferramentas digitais ainda é bastante reduzida, tendo em vista a dificuldade de se conseguir produzir filmes longas-metragens nesse suporte, mas já nos dá uma visão do que se pode denominar o “cinema interativo”. Indo mais longe ainda, a proposta do conceito de Hipercinematividade pode ser ampliada para outras problematizações que já devem começar a aparecer desde agora que são: porque fazer filmes nos quais você pode atuar? Porque fazer filmes esteticamente idênticos aos filmes tradicionais? Quais as formas que um filme que explora técnicas novas de captação poderá criar? São ainda questões incipientes, mas espera-se que o cinema interativo consiga se pensar como linguagem e não se deixe levar meramente pela técnica compulsiva e não pela plasticidade das formas, exatamente aquilo que deu mais vida ao cinema como o conhecemos hoje.
fonte:http://grupolola.spaceblog.com.br/70159/Cinema-Interativo/
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