quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Sala de Espera

Sala de Espera é uma interessante instalação da artista Beatriz Pimenta, exposta no mezanino do prédio do MEC, no Rio de Janeiro, simula uma sala de espera na qual brasileiros e muitos outros deportados já ficaram presos, aguardando o próximo vôo de volta para a terra natal.
Beatriz Pimenta escolheu mandar o projeto para a Funarte pois o mezanino do prédio do MEC lembra muito um saguão de aeroporto.



Uma pena que fica no Rio de Janeiro, mas a exposição vai até 21/12!

Prêmio Projéteis Funarte de Arte Contemporânea 2007/2008
6 de novembro a 21 de dezembro de 2007
Palácio da Cultura Gustavo Capanema - Mezanino

Rua da Imprensa 16, Centro, Rio de Janeiro - RJ21-2279-8092 ou


O Cinema Interativo

Na última aula discutimos sobre o cinema interativo. Fuçando um pouco a internet, achei um texto muito legal sobre esse assunto, que colocarei na íntegra, abaixo. O texto é de Cícero Inácio da Silva (será ele irmão do nosso querido presidente? fica a dúvida).

As imagens em movimento ganharam, assim como quase todas as áreas que tratam da imagem, novas formas de expressão e de reconhecimento. Antecedentes de movimentos como esses já foram experimentados e hoje fazem parte do cotidiano: as ferramentas conhecidas como câmeras, lentes e películas são diferentes e mais avançadas em relação às primeiras máquinas de captura de imagem. Quando se criaram as formas de filmar que permitiram a captação de luz com mais intensidade, ou que filmavam planos mais profundos e com mais visibilidade, a imagem daquilo que conhecíamos como mundo se alterou profundamente. A visibilidade que passamos a experimentar com as técnicas que surgiram e que operaram durante longo tempo como novidade, trouxe experiências de cunho radical não só no âmbito da visualização, mas também no âmbito sonoro. Com o passar dos anos, e com o aperfeiçoamento das técnicas de projeção e de captação de imagens, o cinema, aquele que ainda causa uma certa inveja aos programadores de computador que trabalham com imagens, conseguiu fazer com que surgisse uma discussão em torno dessa técnica como arte. Não foi um caminho fácil, e, até hoje, o cinema ainda reflete sobre questões de cunho sociológico, psicológico e econômico de maneira muito forte e com sérias implicações. Nesse contexto, o conceito de Hipercinematividade vem se instalar como procedimento de análise e também reflexão estética sobre os parâmetros do cinema em conjunção com as novas tecnologias. A seleção de filmes que utilizam as ferramentas digitais ainda é bastante reduzida, tendo em vista a dificuldade de se conseguir produzir filmes longas-metragens nesse suporte, mas já nos dá uma visão do que se pode denominar o “cinema interativo”. Indo mais longe ainda, a proposta do conceito de Hipercinematividade pode ser ampliada para outras problematizações que já devem começar a aparecer desde agora que são: porque fazer filmes nos quais você pode atuar? Porque fazer filmes esteticamente idênticos aos filmes tradicionais? Quais as formas que um filme que explora técnicas novas de captação poderá criar? São ainda questões incipientes, mas espera-se que o cinema interativo consiga se pensar como linguagem e não se deixe levar meramente pela técnica compulsiva e não pela plasticidade das formas, exatamente aquilo que deu mais vida ao cinema como o conhecemos hoje.


fonte:http://grupolola.spaceblog.com.br/70159/Cinema-Interativo/

Elocubrações sobre o autor no cyberspace

Final de semestre letivo é sempre a mesma coisa. É uma quantidade absurda de trabalhos a serem feitos em pouquíssimo tempo. Essa é uma realidade acadêmica que muitos, e eu me incluo nessa categoria, enfrentamos nesse fim de ano.

Viajando em meus pensamentos em uma viagem do trem, pensava eu a respeito desses trabalhos a entregar. Faltando alguns a serem entregues ainda e com a paciência já chegando ao fim pensei em recorrer à internet e copiar algum texto de lá (eu sei, é feio, mas minha consciência nessas horas deixa de ter qualquer influência sobre mim). Só que o problema dessa solução “genial” é que está muito fácil de pegar essa “cola”, por isso deve-se mudar as palavras que você copiou com sinônimos, mudar a ordem das frases e das palavras e isso dá mais trabalho do que escrever do zero com o próprio cunho. Foi então que me bateu a epifania. Tive A idéia, uma idéia mirabolante que separará a história antes e depois dela, a idéia que revolucionará toda a vida acadêmica mundial. A idéia consiste em um software que quando inserido um texto nele, ele automaticamente muda as palavras por sinônimos e dá uma ajeitada no texto. É o sonho de consumo de bilhões de estudantes ao redor do mundo, ficarei rico.

Passando o frenesi da descoberta e admitindo que eu nunca teria capacidade de criar um programa assim, comecei a viajar. Imaginem vocês que esse programa existe e que assim são feitos milhares de trabalhos e que todos são a versão remixada de um só. Imagine vocês que uma hora vão ter tantos trabalhos remixados que não se saberá mais qual é o original. Imagine vocês que terão remixes de remixes e que todo trabalho no mundo será o mesmo.
Loucura? também acho.

Na aula passada, tivemos a apresentação do grupo que falou sobre o cyber espaço. Uma das discussões que se seguiu foi a da autoração nesse espaço. Com máquinas fazendo arte e homens simplesmente apertando botões.

Essa minha invenção (que vou patentear, para que ninguém ganhe pelas minhas idéias. já aviso!) acabaria com qualquer espécie de trabalho autoral, e acho que isso já está acontecendo na internet.
Fica a reflexão.


E para quem quer saber mais sobre ciberespaço, fica a dica de uma monografia que achei na internet de Gerson Pastre de Oliveira.
Você pode lê-la no link abaixo.
http://br.monografias.com/trabalhos/ciberespaco-conexoes-interatividade-pessoas-tecnologias/ciberespaco-conexoes-interatividade-pessoas-tecnologias.shtml

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

OFF TOPIC -FOFOCA CINEMIDIÁTICA

"Ok ok...eu aumento mas não invento...." -> uma fofoquinha virtual para "relaxar"(uma das dicas..) e descontrair não faz mal a ninguém né ???....



Jean-Luc Godard confessa que roubou por amor ao cinema

O diretor franco-suíço Jean-Luc Godard, que no sábado receberá uma homenagem da Academia Européia do Cinema no 20º aniversário do prêmio, confessou que em sua juventude roubou por amor ao cinema.

"Era necessário. Ou pelo menos me parecia. Cheguei a roubar minha família para dar dinheiro a (Jacques) Rivette para seu primeiro filme. Roubei para ver cinema e para fazer filmes", explica o veterano diretor em entrevista ao semanário Die Zeit.
O diretor lembra com nostalgia os tempos da nouvelle vague e explica que naquela época havia "troca" de opiniões entre os diretores. Agora, nas rodagens só se fala com os técnicos, de quem não sabe o que acham dos seus filmes, acrescenta. Seu refúgio é o esporte, especialmente o tênis.
Godard será a estrela de gala dos 20 anos dos prêmios da Academia Européia do Cinema, que serão entregues no sábado, em Berlim. O diretor receberá o prêmio pelo conjunto de sua carreira.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

TV DIGITAL !

Galera....um textinho a respeito da tv digital....já que estamos vivendo o ápice de uma grande transformação..

Marco Rempel

Multimídia e games
TV Digital: escolha a TV e o set-top box



No dia 02 de dezembro, as emissoras começarão a emitir em São Paulo o sinal de TV digital. A maioria dos consumidores ainda não tem os equipamentos necessários para receber imagens em alta qualidade e usufruir os benefícios da TV Digital.
O equipamento fundamental é o set-top box, conversor que permitirá à sua televisão receber o sinal digital. Todos os aparelhos de TV usados pelos brasileiros precisam de um conversor para sintonizar os novos canais digitais, inclusive modelos LCD e plasma. Isso porque os aparelhos de TV vendidos até hoje (inclusive os que estão no mercado) são analógicos, incapazes de receber diretamente o sinal digital. Para ver a imagem em alta definição, será preciso conectar o conversor à TV e a uma antena UHF.
Computador multimídia
Os modelos de set-top box que começam a chegar ao mercado oferecem funções diferenciadas que variam de acordo com a tecnologia que está dentro deles. O conversor pode ser considerado um computador multimídia com configurações diferenciadas para oferecer recursos próprios da TV Digital, como multiformato, multiprogramação e interatividade. O primeiro dá suporte a várias resoluções de imagem (480i; 480p; 420p e 80i). Já a multiprogramação possibilita a navegação entre programas de um mesmo canal, enquanto que a interatividade permite que o telespectador interfira na programação.
Esses requisitos formam o modelo de set-top box mais avançado, no entanto, o conversor pode ser produzido com apenas parte deles, como é o caso dos modelos que estão chegando ao consumidor brasileiro. Mas, ao contrário do que muita gente possa imaginar, o aparelho mais básico é o mais indicado neste momento de transição. "A maioria dos brasileiros tem televisores com resolução de 480i, portanto, o mais indicado é que eles comprem um conversor básico", ensina Marcelo Zuffo, professor titular da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo).
Básico, médio e avançado
A caixinha mais básica só realiza a função de conversão de sinal. Ela conta com saída vídeo componente e vídeo composto e é compatível com resoluções de vídeo 480p. Os conversores mais avançados têm saída HDMI e suportam multiformatos e imagens de 480i até 1080i, que atualmente é a tecnologia televisiva mais avançada para visualizar imagens de alta definição.
Os conversores mais avançados, além de converter o sinal, permitirão interatividade e acesso a funções adicionais como, por exemplo, usar um disco rígido chamado PVR (Personal Vídeo Recorder), que substituirá os atuais videocassete, mas gravará com qualidade digital. No entanto, set-top boxes com o recurso de interatividade ainda não estão comercialmente prontos, porque o governo ainda não definiu a norma de aplicação da tecnologia conhecida como Ginga, explica Zuffo.
"A interatividade só deverá acontecer na metade do próximo ano", prevê Mario Fried, coordenador da TV Digital do C.E.S.A.R, centro de pesquisas que participou das especificações do modelo brasileiro de TV Digital. Zuffo, da USP, diz que os projetos públicos serão os promeiros a contar com esse recurso. "Existe um protótipo do Ginga em testes na universidade com 60% de implementação", informa.
E na prática?
Com a chegada da TV Digital, a imagem dos televisores com resolução de 480i que receberem um set-top box básico ficará melhor, ou seja, os chuviscos e sombreados vão acabar. "É difícil dizer com precisão o que cada telespectador verá por causa do modelo da TV que ele tem. Mas, uma coisa é certa, aquele monte de pontos e sombrados vão sumir. A imagem terá qualidade de DVD", explica o professor Zuffo.Quem quer aproveitar mais a qualidade do sinal digital precisará investir em uma televisão com resolução de tela mais alta. São os modelos chamados de HDTV (High-Definition Television - com resolução a partir de 1280 x 720 linhas) e Full HD (resolução de 1920 x 1080 linhas), com saídas HDMI e cabos de conexão entre conversor e TV com a mesma tecnologia. Além disso, os set-top box precisam ter as mesmas caracaterísticas e esses modelos custam mais caro. Com esses modelos, o telespectador terá qualidade de imagem semelhante a do cinema.
Vale lembrar o seguinte: uma televisão de plasma ou LCD não necessariamente tem tecnologia HDTV ou Full HD. E só vale a pena investir nesses modelos se eles tiverem um desses recursos. Caso contrário, sua TV de plasma ou LCD oferecerá qualidade similar à imagem gerada em um modelo de tubo com a chegada da TV digital.

(detalhe...esse set top box aí que ia a princípio custar 100 reais...Li esses dias aí no jornal que iam começar a vender por 500 mangos! .....) MARCO REMPEL

Mostra O(s)Cinético(s) no Tomie Ohtake


Salvador dali
La Màxima Velocidad da Madona de Rafael
(A máxima velocidade da madona de rafael) !954


A mostra O(s) cinético(s) em cartaz no Instituto Tomie Ohtake (SP), chega ao público brasileiro após passar pelo Museo Centro de Arte Reina Sofia em Madri, Espanha. Ela conta com 80 obras de 45 artistas vindas de museus como MOMA, Pompidou, Whitney
Museum, Metropolitan, Tate Modern, Galeria Nazionale D’Arte Moderna de Roma, além da galeria Denise René.

Através de pinturas, esculturas, objetos, instalações, cronofotografias, serigrafias, impressões digitais e filmes a exposição nos transporta para uma imersão na questão do movimento relacionando-o também com o sujeito e sua percepção do espaço. Neste panorama de obras do séc XX destacam-se artistas com importância histórica como Naum Gabo, László Moholí-Nagy, Giacomo
Balla, Alexander Calder, Man Ray, Marcel Duchamp e Salvador Dalí, além de artistas mais jovens como Felicidad Moreno e o brasileiro José Patrício e artistas importantes latino-americanos como O grupo Madi, Jesús Rafael Soto, Carlos Cruz-Diez e Julio Le Parc.

A organização e disposição das obras no espaço assim como a iluminação (que inclusive é parte importante de alguns trabalhos) estão muito bem realizadas e nos permitem uma observação e percepção minuciosas da exposição, mexendo com nossos sentidos.


A entrada é gratuita.

Inst. Tomie Ohtake
Av Faria Lima, 201
entada pela R Coropés-Pinheiros-SP
tel: 2245 1900

14 de novembro a 10 de fevereiro de 2008
terça a domingo das 11 às 20 horas.

http://www.institutotomieohtake.org.br/

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Mostra Sesc de Artes 2007

Estou postando esse blog, criado pelos organizadores da Mostra Sesc de Artes 2007 com o intuito de divulgar as exposições realizadas em São Paulo.
o blog conta com fotos, videos, comentários e entrevistas com artistas.

Destaque para "TERRITÓRIOS: 23°34′1.68″S _ 46°39′0.69″W" (as coordenadas são da Avenica Paulista) de Rachel Rosalen e Rafael Marchetti

Trata-se de uma instalação interativa de projeções e sons influenciada em tempo real pelo mapeamento de informações digitais, ondas de rádio, tráfegos, deslocamentos e outros fluxos na região da avenida Paulista e na Internet. Processo de construção de ambiente imersivo aberto ao público, que ao passar pela obra pronta também interfere em seu conteúdo.
SESC Avenida PaulistaProdução aberta ao público: 13 a 22/11.Exposição: 23/11 a 2/12. Terça a domingo, 10h às 21h


http://mostrasesc.wordpress.com/

domingo, 25 de novembro de 2007

arte e tecnologia

Apesar do conceito de tecnologia estar ligado atualmente à informática e novas mídias, é certo que arte e tecnologia já andavam juntas muito antes do advento do computador. Se pensarmos na tecnologia em sua origem, seu sentido clássico (grego), "technè" estava ligado à técnica como um instrumento, um ofício,um saber-fazer onde a arte estava dentro desse universo e englobava as artes mecânicas (pintura, artesanato, agricultura, escultura) e intelectuais ( dialética, retórica, gramática, aritmática, música, astronomia).

Dessa forma, podemos entender que os produtos tecnológicos existem desde as pinturas paleolíticas em cavernas, passando peloa afrescos egípcios, as esculturas grego-romanas de mármore, as iluminuras medievais, as invenções do Renascimento. Assim, a arte que se faz hoje e todos seus instrumentos tecnológicos e mulitimdídia não deixam de ser uma volta às origens e uma extenção do propósito da arte: nos trazer uma experiência de imersão que envolve todos os sentidos.

A net. art está dentro desse contexto, ela utiliza-se da tecnologia para expanção de suas possibilidades. Através do uso das mídias digitais ela promove outar formas de observação, expressão e participação não apenas dos artistas como também do público. A net.art pode apresentar-se sob diversos formatos como web art, software art, browser art, net radio, net poetry e o que mais a criatividade permitir. Há grupos de artistas específicos neste campo como Olia Lialina, Mark Amerika, Vuk Ćosić entre outros. Para saber mais sobre este desdobramento das vanguardas artísticas, aí vão links interessantes de artistas, grupos e até museus consagrados que estão disponibilizando uma parte de seus sites para arte online:


http://vispo.com/misc/links.htm: lista de links de net art

http://www.arteonline.arq.br/: net art no brasil

http://artport.whitney.org/: net art do whitney museum (N.Y)

http://rhizome.org/: coletivo com vários trabalhos, divulgações e portfólios online

http://www.tate.org.uk/netart/: net art do tate modern

sábado, 24 de novembro de 2007

texto sobre multimídia!

A MÍDIA INTERATIVA E SUAS UTILIZAÇÕES

Damos o nome de mídia interativa, a toda produção que estabelece uma ação dialógica entre o homem e a máquina e que possibilita uma interação do usuário com a obra interativa, fazendo com que este primeiro se torne, de certa maneira, um co-autor desta obra, pois este poderá explorar e desenvolver todo seu conteúdo da forma que bem lhe entender. Vídeo interativo é aquele cuja narrativa depende de seu usuário para ser desenvolvida, e que com suas intervenções, pode tomar diferentes rumos e ter diferentes sentidos.

A interatividade pode ser explorada em diversos meios interativos. Meios interativos, segundo César Baio, são aqueles que tecnologicamente possibilitam a intervenção do usuário nas mensagens que recebe, oferecendo a ele um leque de possibilidades. Esta intervenção do usuário implica no aprendizado de novas formas de linguagem e manipulação de sistemas que possibilitem qualquer tipo de interatividade e muda o paradigma clássico da comunicação “emissor – mensagem – receptor” [1] . O emissor de uma mídia interativa, ou seja, o criador da mensagem, terá o papel de conceber uma obra que possibilite a seu usuário intervir e direcionar a narrativa da mídia interativa da forma que desejar e desencadear ações de seu conteúdo, que, portanto será de certa forma flexível, aberto e ao mesmo tempo intuitivo no seu modo de execução para que seu usuário a desfrute da maneira que lhe convir melhor.

O usuário de uma mídia interativa também tem seu papel modificado em relação ao esquema clássico da comunicação, ele deixa de ser um espectador passivo (espectador que não interfere nem interage com a obra) pois não mais irá apenas assistir/ouvir passivamente uma obra e sim interferirá diretamente no conteúdo da mensagem, fazendo com que esta se torne cada vez mais personalizadas e individual.

[1] No paradigma clássico da comunicação “emissor – mensagem – receptor” , emissor é aquele produz e destina uma mensagem a um destinatário, mensagem é um código de signos que juntos carregam alguma informação e receptor é aquele que recebe a mensagem e a decodifica.

Apesar de a tecnologia dos meios digitais terem sido vitais para alavancar a produção de mídias interativas, o conceito de interatividade já havia sido explorado em alguns vídeos, exposições artísticas e até mesmo no teatro (ex:living theatre, na Inglaterra na década de 1960, onde existia interação entre o público e a peça. Com a evolução desta tecnologia e dos computadores passou a ser possível o armazenamento e processamento de material de forma “não linear”, ou seja, toda informação armazenada num disco rígido, por exemplo, está disponível de tal forma que pode ser acessada sem qualquer tipo de ordem linear, rapidamente ou até ao mesmo tempo por um usuário dentro de um game ou vídeo interativo.

A interatividade, uma vez que oferece um acesso aleatório às informações, também propõe um roteiro onde o usuário acesse a informação de maneira não ordenada e crie em sua própria mente a melhor forma de ordená-las, isto o leva a uma percepção mais completa da mensagem e constrói uma forma de compreensão não linear, esta nova forma de captar e entender a mensagem,muda a relação receptor / criador.

Dentre as inúmeras vantagens que as mídias interativas possibilitam a seu usuário, tais quais: personalização de informações, experimentação mais detalhada de conteúdo, feedback mais rápido e preciso do usuário, etc...Existe ao meu ver, no que diz respeito a vídeos interativos artísticos que exprimem uma opinião, uma questão que deve ser observada: a dificuldade ou impossibilidade de se exprimir uma idéia e mantê-la em foco, tendo em vista que o criador do vídeo sempre deverá abrir um leque de possibilidades a seu usuário.

Devido à modernização da tecnologia digital, as mídias interativas serão cada vez mais utilizadas e exploradas nos meios de comunicações. Porém, acredito que o vídeo interativo seja propício para determinadas produções e desapropriado para outras tantas cujas quais se tem o objetivo de se expressar alguma opinião ou se tem o objetivo de se aprofundar e focar em algum aspecto específico de algum tema seja ele qual for.
REMPEL

Inauguração

É com todo orgulho que inuguro minha participação neste blog, cortando a fita virtual que divide o seres humanos em duas distintas classes: os com e os sem blog.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Inauguração

É com toda pompa e circunstância que damos início a mais um blog nessa rede viva.
Que essse seja levado e sério, e que não seja somente mais um blog vazio.